Será que não estamos, levianamente, culpando quem está acima do peso?
O “comilão” não é ninguém mais que do aquele que caiu numa cilada social. Há uma armadilha no consumismo desenfreado pela busca da desejada felicidade em que o comer surge como fonte de prazer e solução para todos os males.
A comida responde instantaneamente às necessidades de bem-estar.
Na sociedade de consumo, o comer sinaliza recompensa, prazer, calma; alivia a ansiedade e até a depressão; se torna, em síntese, uma ótima companhia.
Mas o que não se leva em conta é que essa relação com o alimento, tal como ocorre com o cigarro, álcool e drogas, é também um processo destrutivo, levando a doenças e morte precoce
Se entendermos quais os motivos que nos fazem comer mais do que a real necessidade do corpo, poderemos antever e prevenir apropriadamente o que está faltando. as necessidades de afeto, conviveu familiar, interação social, lazer, descanso, contato com a natureza, meditações, atividades físicas.
Ao trazer para a nossa vida cotidiana hábitos de comportamento adequados, satisfazemos as reais necessidades emocionais e espirituais sem transferi-las para o ato de comer. Assim, criamos uma relação equilibrada e saudável com a alimentação (sem perder o genuíno prazer de comer).

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