Midia e consumismo

O Comer na mídia e sua influência

A influência da publicidade é inegável e determina comportamentos. Em toda parte, vêem-se ou ouvem-se, na televisão, no rádio, em jornais, revistas, redes sociais, anúncios que tentam nos convencer a comer algo. As razões do consumo, apesar de seres as mais diversas  –  comer ou beber algo porque é “sexy”, porque alguma pessoa usa, porque todo mundo come, porque está na moda – não se relacionam estritamente à fome.

Além disso, também são veiculados, através dos meios de comunicação, valores, concepções e modelos ideais de tipo de peso e de corpo. Para evidenciar tal contradição, inclui-se neste capítulo o entendimento sobre o gerenciamento da mídia em relação ao comer, emagrecer  e “enlouquecer”.

Mídia e consumo

O comer na mídia

A mídia trabalha com questões atuais, interessantes no momento e, assim, fabrica coletivamente uma representação social, reforçando e mobilizando, dessa forma, os pré-julgamentos, redobrando-os. Também é a mídia que define a duração e a intensidade do assunto em voga, estabelecendo de fato aquilo que interessa e a sua amplitude, seja virtual ou real.

Isso pode ser observado na atenção que a obesidade vem recebendo nos últimos anos. Se, por um lado, a mídia mostra dados de repercussão da obesidade, por outro, é também seu interesse divulgar tratamentos, métodos emagrecedores e a necessidade de emagrecimento, fomentando os possíveis transtornos de alimentação.

O comer na mídia

Os anunciantes parecem conhecer muito bem os motivos ocultos pelos quais as pessoas consomem alimentos. Sabem que é para se sentirem melhores, ganharem aprovação de alguém, preencherem um vazio, ocuparem-se ou, simplesmente, para a sua diversão. Nesse sentido, dificilmente se encontra publicidade para que se aumente o consumo de frutas, por exemplo. Mas assistimos ao comercial do “sorvete” de manga natural, ou de “cereais” com frutas.

Não há exagero nisso, muito menos necessidade de aceitação passiva, sem questionamentos. O que se observa, contudo, é que há uma forte influência na escolha de produtos que vêm favorecendo a doença obesidade. É importante e possível que sejam reformuladas crenças e conceitos sobre o consumo, para que os indivíduos possam fazer escolhas e consigam ser consumidores críticos.

(Extraído do livro: Obesidade Zero – A Cultura do Comer na  Sociedade de Consumo – Flávia Felippe)

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba as novidades